Geme o restolho, triste e solitárioa embalar a noite escura e friae a perder-se no olhar da ventaniaque canta ao tom do velho campanárioGeme o restolho, preso de saudadeesquecido, enlouquecido, dominadoescondido entre as sombras do montadosem forças e sem cor e sem vontadeGeme o restolho, a transpirar de chuvanos campos que a ceifeira mutiloudormindo em velhos sonhos que sonhouna alma a mágoa enorme, intensa, agudaMas é preciso morrer e nascer de novosemear no pó e voltar a colherhá que ser trigo, depois ser restolhohá que penar para aprender a...